sábado, 24 de maio de 2008

Marcelo Spalding



BIOGRAFIA

Marcelo Spalding é formado em jornalismo e mestrando em Literatura Brasileira na UFRGS, professor da Oficina de Criação Literária da Uniritter, editor do portal Artistas Gaúchos, autor dos livros 'As cinco pontas de uma estrela', 'Vencer em Ilhas Tortas' e 'Crianças do Asfalto', membro do grupo Casa Verde e colunista do Digestivo Cultural. Foi por duas gestões (2004-2007) vice-presidente da Associação Gaúcha de Escritores.

Cronologia:

| 1993

Então com 11 anos, Marcelo ganha o 1º lugar em sua categoria do concurso Jornalista por um Dia, da Zero Hora. Eram cerca de 3000 trabalhos concorrendo, dos quais cerca de 80 foram publicados e 4, premiados. O prêmio é uma viagem a Brasília.

| 1995 e 1996

Marcelo volta a ser classificado entre os 80 melhores trabalhos no Jornalista por um Dia.

| 1997

Começa a editar o jornal Ação & Reação, do Grêmio de sua escola. Edita 8 jornais em dois anos, ininterruptamente, com temas como política e drogas.

Agora com 15 anos (idade limite para o concurso), é a primeira pessoa a vencer pela segunda vez o Jornalista por um Dia, desta vez na categoria 14/15 anos. O prêmio é uma viagem a Minas Gerais.

| 1998

Vence o concurso Jovens Autores na Cidade Sorriso e participa de sua primeira antologia. Seu trabalho é destacado, também, como o melhor dentre os publicados na antologia;

Escreve, aos 16 anos, a novela As Cinco Pontas de uma Estrela;

| 1999

Fica entre os 3 primeiros colocados do Concurso Nacional de Redação Assis Chateubriand, realizado em Brasília, e como prêmio ganha uma viagem a Capital e um valor em dinheiro;

Começa a editar a revista literária Veredas;

| 2000

Ingressa na faculdade de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul;

Lança o livro As Cinco Pontas de uma Estrela, então com 17 anos;

| 2001

Cria a msmidia.com, empresa de criação de sites na internet, e futuramente teria clientes como Jaime Vaz Brasil, Caio Riter, Marô Barbieri, Luís Dill, Jane Tutikian, Cíntia Moscovich, Mario Pirata, entre outros.

Publica, no final do ano, a 2ª edição de As Cinco Pontas de uma Estrela, pela WS Editor;

| 2002

Associa-se na Associação Gaúcha de Escritores - AGEs;

É selecionado para a Oficina de Criação Literária do Programa de Pós-Graduação da PUCRS, ministrada por Luiz Antônio de Assis Brasil;

| 2003

Lança a antologia Contos de Oficina 30, fruto da Oficina realizada no ano anterior

Trabalha como bolsista da Rádio da Universidade cobrindo, entre outros, a Feira do Livro;

Aos 21 anos, é eleito Vice-Presidente Social da Associação Gaúcha de Escritores

| 2004

Edita o Jornal das Letras, em parceria com Marisa Magalhães, depois transformado em Entretexto

Participa do grupo literário Casa Verde ao lado de escritores como Luiz Paulo Faccioli, Laís Chaffe e Christina Dias

Participa do Grande Júri para o Prêmio Açorianos

| 2005

Forma-se em jornalismo pela UFRGS.

Torna-se colaborador do Jornal da Universidade

Com o grupo Casa Verde, lança Fatais, em março, Contos de Bolso, em junho, e Era uma Vez em Porto Alegre, em novembro

Palestra no II Encontro Gaúcho de Escritores em Bento Gonçalves

Publica Vencer em Ilhas Tortas, pela WS Editor

É eleito Vice-Presidente Administrativo da Associação Gaúcha de Escritores

| 2006

É convidado para ser colunista da revista nacional Digestivo Cultural

Ingressa no Mestrado em Literatura Brasileira na UFRGS

Participa com trabalho sobre miniconto na ABRALIC, no RJ

É o autor com maior número de participações na programação oficial da 52ª Feira do Livro de Porto Alegre

| 2007

Participa com trabalho sobre miniconto na ABRAPLIP, em SP

Faz a orelha do livro Adeus contos de fadas, de Leonardo Brasiliense, que é premiado com o Prêmio Jabuti de Melhor Livro Infantil de 2007

Volta a integrar o Júri do Prêmio Açorianos

É convidado para ministrar a 1ª Oficina de Criação Literária da Uniritter

Lança Crianças do Asfalto pela Casa do Psicólogo, sua estréia numa editora nacional e na literatura adulta

Lança o portal Artistas Gaúchos com o objetivo de fomentar a produção artística local




PRÊMIOS

Dentre os prêmios conquistados por Marcelo até então, abaixo a lista dos mais relevantes:

CONCURSO NACIONAL DE REDAÇÃO ASSIS CHATEUBRIAND
Brasília / DF
Semifinalista no ano de 1998
Terceiro colocado no ano de 1999
Semifinalista no ano de 2001

CONCURSO "SEJA JORNALISTA POR UM DIA", DO JORNAL ‘ZERO HORA’
Porto Alegre / RS
Classificado nos anos de 1993, 1995, 1996 e 1997
Primeiro colocado nos anos de 1993 e 1997

CONCURSO "SEJA JORNALISTA POR UM DIA", DO JORNAL ‘O PIONEIRO’
Caxias do Sul / RS
Classificado nos anos de 1995, e 1997

GRANDE CONCURSO DE PROSA E POESIA TABA CULTURAL EDITORA
Rio de Janeiro / RJ
Prêmio de Edição no ano 2000

V CONCURSO LITERÁRIO DE OUTONO
São Paulo / SP
4º lugar na categoria Crônica no ano 2000

Nadir Silveira Dias


* Nadir Silveira Dias é o atual Presidente (Gestão 2006-2008), Coordenador da Área de Publicações e Organizador de Antologias da Sociedade Partenon Literário. Fundador e 1º Presidente da FALA-RS - Federação das Academias de Letras e Artes do Rio Grande do Sul (Gestão 2006-2009). Jurista, Escritor e Poeta. Assessor Jub. de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Ex-Presidente (Gestão 2004-2006), Coordenador da Área de Publicações e Organizador de Antologias da Sociedade Partenon Literário. Ex-Vice-Presidente e Coordenador da Área de Publicações e Organizador de Antologias (Gestão 2002-2004), e Advogado autor dos livros “Locação de Imóveis Comentada em Locuções e Verbetes”, Livraria do Advogado, Porto Alegre, e “Direitos do Locatário versus Direitos do Locador”. Publicou ainda “Rastros do Sentir” e “Satírico & Afins”. Integra a Casa do Poeta Riograndense – CAPORI, Porto Alegre, RS; a Sociedade Partenon Literário, Sócio Fundador – Porto Alegre, RS; a Casa do Poeta de São Luiz Gonzaga, Sócio Benemérito, a Associação São-Luizense de Autores-ASAS, São Luiz Gonzaga, RS; o Conselho Acadêmico do Clube dos Escritores Piracicaba, Cadeira 77, Patrona Ines Silveira Dias, Piracicaba, SP. É Poeta del Mundo (Porto Alegre-RS-Brasil) e Cônsul de Poetas del Mundo do Estado do Rio Grande do Sul. É jurado da Associação Artística e Literária “A Palavra do Século XXI” – ALPAS XXI, a partir do IV Concurso Internacional de Poesias, Contos e Crônicas em Português e Espanhol (Coletânea Estalidos), do V Concurso Internacional de Poesias, Contos e Crônicas em Português e Espanhol (Coletânea Desafios), do VI Concurso ... (Coletânea Entrelinhas), do VII Concurso ... (Coletânea Eros e outros temas), do IX Concurso (Coletânea Refúgio das Ventanias), e do XI Concurso (Coletânea...). Jurado dos Concursos 10ª e XII Imagens de Quintana, da Casa do Poeta Riograndense. Internete: http://site.pop.com.br/nadir2003
http://www.recantodasletras.com.br/autores/nadireditor
http://www.rastrosdosentir.hpg.com.br/index.html
www.sanesociety.org/pt/nadir
http://br.geocities.com/nadirsdias
http://www.usinadaspalavras.com/index.html?p=textos_autor&aut_id=819
http://www.lacoctelera.com/nadirsilveiradias
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_america.asp?ID=2177
http://nadirsilveiradias.lalupe.com
http://www.nadirsilveiradias.hpg.com.br
http://www.portalcen.org/revistas/carlos/065.htm
http://www.nadireditor.fhp.com.br - http://www.nadireditor.pop.com.br
http://www.artistasgauchos.com.br/nadir
Colunista do saite http://www.oemissario.com.br
Imeio: nadirsdias@yahoo.com.br
Agora também no Orkut (2007.01.27) - http://www.orkut.com/Home.aspx?xid=970319631441584519

sexta-feira, 23 de maio de 2008

ESCRITORA CÍNTIA MOSCOVICH


Nascida em 15 de março de 1958 na cidade de Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, Cíntia Moscovich é escritora, jornalista e mestre em Teoria Literária, tendo exercido atividades de professora, tradutora, consultora literária, revisora e assessora de imprensa. Dentre vários prêmios literários conquistados, destaca-se o primeiro lugar no Concurso de Contos Guimarães Rosa, instituído pelo Departamento de Línguas Ibéricas da Radio France Internationale, de Paris, ao qual concorreu com mais de mil e cem outros escritores de língua portuguesa.

Em 1996, publicou sua primeira obra individual, "O reino das cebolas", co-edição da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e da Editora Mercado Aberto, que mereceu a indicação ao Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro. Um dos contos que integram a coletânea foi traduzido para o inglês e faz parte de uma antologia que reúne escritores judeus de língua portuguesa. Em 1998, pela L&PM Editores lançou a novela "Duas iguais - Manual de amores e equívocos assemelhados", que recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura, na modalidade de Narrativa Longa, em 1999, e que acaba de ser reeditado pela Record. Em outubro de 2000, também pela L&PM Editores, lançou o livro de contos "Anotações durante o incêndio, que tem apresentação de Moacyr Scliar e reúne onze textos de temáticas diversas, com destaque ao judaísmo e à condição feminina, merecendo outra vez o Prêmio Açorianos de Literatura. A mesma obra recebeu nova edição pela Editora Record, em novembro de 2006.

Em 2004, publicou a coletânea de contos "Arquitetura do arco-íris", também pela Record, livro que lhe valeu o terceiro lugar em contos no prêmio Jabuti, além da indicação para o Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira e para a primeira edição do Prêmio Bravo! Prime de Cultura.
Em novembro de 2006, lança o romance "Por que sou gorda, mamãe?", também pela editora Record.

Ex-diretora do Instituto Estadual do Livro, órgão da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, também trabalhou como editora de livros do jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Atualmente, dedica-se exclusivamente à literatura.


PARTICIPAÇÃO EM ANTOLOGIAS

"Geração 90: manuscritos de computador" - seleção realizada por Nelson de Oliveira, publicada em 2001 pela Boitempo Editorial.
"13 dos melhores contos de amor da literatura brasileira"(Ediouro, 2003), com organização de Rosa Amanda Sztraus
"Ficções Fraternas", organizado por Lívia Garcia-Roza e publicado pela Record, 2004.
"25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira", organizada por Luiz Ruffato, publicado pela Record.
"O viajante transcultural - leituras da obra de Moacyr Scliar", organizado por Regina Zilberman e Zilá Bernd (Edipucrs, 2004)
"O dever da memporia - o levante do gueto de Varsóvia" - organizado por Abrão Slavutzky (AGE, 2003)
"Contos para ler em viagem" - organizado por Miguel Sanches Neto (Record, 2005)
"Contos do novo milênio", organizado por Charles Kiefer (IEL, 2005)
"O livro dos sentimentos" - organizado por Márcio Vassalo e Maria Isabel Borja, publicado pela Guarda-Chuva em 2006.
"Os 100 menores contos do século" (Ateliê Editorial) - organizado por Marcelino Freire em 2005.
"Contos de bolso" - organizado por Laís Chaffe para a editora Casa Verde, em 2005.
"69/2 Contos eróticos" - organizado por Ronald Claver, publicado pela editora Leitura em 2006.
"Contos de bolsa" - organizado organizado por Laís Chaffe para a editora Casa Verde, em 2006.

PUBLICAÇÕES NO EXTERIOR
"Sex´n´bossa" - antologia de narrativas eróticas brasileiras, publicada pela Mondadori italiana em 2005, com organização de Patrizia di Malta.
Em Portugal, participou da coletânea "Putas: novo conto português e brasileiro", da editora Quasi.
"Duas iguais" foi lançado em Portugal pela editora Pergaminho, dentro do selo Pena da Pavão. Em breve, pela mesma editora, deverá ser publicado o livro de contos "Arquitetura do arco-íris"

ESCRITORA CÍNTIA MOSCOVICH

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Luiz de Miranda


Luiz de Miranda nasceu em Uruguaiana, fronteira com a Argentina e Uruguai, sob o signo de Áries, na Rua Aquidaban, no Bairro do Riacho, Rio Grande do Sul, Brasil. Começou a ler em espanhol desde jovem, com livros que comprava na Livraria Sarmiento em Passo de Los Libres, Argentina. Assim conheceu logo Pablo Neruda e Vicente Aleixandre, que depois seriam Prêmio Nobel.

Trabalhou e escreveu em vários orgãos de imprensa: Correio do Povo, Folha da Manhã, Diário de Notícias, Zero Hora, Coojornal, Revista Cultura Contemporânea, Oitenta, Letras de Hoje, Continente Sul/Sur, Academia Rio-Grandense de Letras, em Porto Alegre. Jornal do Brasil, O Globo, Tribuna da Imprensa, Revistas José, Poesia Sempre, no Rio de Janeiro. Suplemento Literário do Estado de São Paulo, Movimento, Revista Escrita, em São Paulo. Suplemento Literário de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Tem sido sucesso de público e de crítica. "Amor de Amar vendeu 1860 exemplares em 2 meses. "Livro dos Meses" vendeu mais 30 mil. "Livro do Pampa", 20 mil. A maioria dos seus livros está com a edição esgotada. “Luiz de Miranda tem a mais extensa obra poética da Língua Portuguesa, com seus 27 livros, num total de 2.411 páginas publicadas” afirmou, em artigo, o ensaísta e escritor prof. dr. José Edíl de Lima Alves.

Luiz de Miranda ganhou o Prêmio de Literatura de 1985, no First Brazilian National Independence Day Street Festival, em Nova York, que todo ano tem programação Especial pela Rede Globo. Na novela da Rede Globo "Mulheres Apaixonadas" teve seus poemas escritos e recitado pelo personagem Fred (Pedro Furtado) que cuidava de uma biblioteca. Ele carregava os poemas de Miranda e mostrava para suas amiguinhas, isto graça ao autor da novela, Manoel Carlos que é um admirador da poesia de Miranda.

Trabalhou como redator em várias agências de publicidade. Foi o idealizador e o primeiro presidente da Associação Gaúcha de Escritores, em 1982, quando sugeriu ao deputado Ruy Carlos Ostermann o nome de Mario Quintana para a Casa de Cultura que iria ser criada no antigo Hotel Majestic. Pediu para introduzir escritores gaúchos nas provas de vestibular em Porto Alegre, ao que foi atendido. Foi Diretor de Cultura de Porto Alegre, em 1986 e idealizou a Secretaria de Cultura de Porto Alegre, desde o plano de governo do prefeito Alceu Collares. Recebeu prêmios nos Estados Unidos, Itália, Paraguai e Panamá. Entre nós, ressalta-se o prêmio Erico Verissimo em 1988, da Câmara de Vereadores de Porto Alegre e o Título Cidadão de Porto Alegre (1997), por votação unânime do vereadores. Foi Coordenador de Projetos Especiais do Governo do Rio Grande do Sul, de 1990 a 1994.

Em 1967, São Paulo, faz Curso de Teatro com Paulo Mendonça e de Recital de Poesia com Paulo Gracindo. Estreia sua peça "Povo, Palavra, Amor, Liberdade",dia primeiro de maio de 1968. A peça foi censurada e retirada de cartaz.

Premiações
• Prêmio Estadual de Poesia (1971)
• Prêmio de Literatura de 1985, do Jornal The Brazilians, de Nova Iorque, no First Brazilian National Independence Day Street Festival.
• Prêmio Expresión Cultural, da República do Panamá (1985).
• Prêmio Excelência en las Americas, do programa de televisão norte-americana Cita con las Américas, de Nova Iorque (1985).
• Recebe Condecoração do Instituto Panameño de Turismo,Panamá, por sua atuação como Diretor de Cultura de Porto Alegre(1986).
• Prêmio Literário Érico Veríssimo, da Câmara de Vereadores de Porto Alegre (1988).
• Prêmio de Poesia 1987, Jornal Kronica e Epatur.
• Prêmio Valores Culturais de las Américas, concedido pelo programa de televisão Cita con las Américas, de Nova Iorque (1988).
• Prêmio Clave de Sol, conferido pelo Clube de Compositores do Rio Grande do Sul (1988).
• Prêmio de Gran Honor a Luiz de Miranda. Al Mayor Poeta Latinoamericano. Gobierno del Alto Paraná, Paraguai (1993).
• Prêmio de Poesia, por Poesia Reunida, Paraguai (1993).
• Prêmio Major Poeta Latinoamericano – Govierno do Alto Paraná, (1993).
• Prêmio Literatura and Family: The Noblest Desire, Bolonha; Itália (1993).
• Livro do Mese recebe o Prêmio Altamente Recomendável, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (1993).
• Recebe o Título Cidadão de Porto Alegre (1997), por votação unânime do vereadores.
• Seu livro Solidão Provisória foi considerado, em 1978, o mais importante lançamento da Poesia por Zero Hora e Jornal do Brasil.
• Com Trilogia do Azul, do Mar, da Madrugada e da Ventania ganha o grande Prêmio 2001 da Academia Brasileira de Letras e é finalista do Prêmio Jabuti.
• Prêmio Negrinho do Pastoreio, ao melhor Poeta do Rio Grande do Sul (2005).

Miranda no Guinness Book
O poeta Luiz de Miranda está escrito no Guinness Book por ser o único poeta vivo no mundo com busto em campo de futebol. O trabalho é de Xico Stockinger e está no Estádio do Sá Viana, de Uruguaiana, time em que o poeta jogou. Foi inaugurado em 18 de fevereiro de 2005.

Miranda tem uma longa vida boêmia. Foi nomeado por Lupicínio Rodrigues Secretário da Noite, cargo que mantém até hoje. Nos anos 90, foi padrinho, junto o poeta pernambucano Carlos Penna Filho , do Clube da Farra, um dos mais badalados do páis, em Recife, mas saíram matérias em vários jornais, como a Folha de São Paulo. Tinha os retratos dos poeta nas paredes em lugar de honra.

É autor de "Palavra" parceria com Kleiton Ramil que representa o Brasil no XX Festival Internacional da Canção de Viña del Mar, Chile, 1979. É a única composição de autor gaúcho a representar o Brasil em um Festival Internacional. Vence em novembro de 2004 o 20º Musicanto Sul-Americano de Nativismo em Santa Rosa com a música "Tambor da Minha Terra", parceria com Ernesto Fagundes. Este é considerado o maior festival de música no Rio Grande do Sul e tem como prêmio um carro pálio 0 km.

Miranda participa do evento do Governo do Rio Grande do Sul:
O BRASIL DOS GAÚCHOS, de Agosto a Setembro de 2004 no Rio de Janeiro, no Espaço Cultural do Correio Antigo.

Miranda é eleito o Príncipe dos Poetas Rio-Grandenses pela Casa do Poeta Rio-Grandense onde já era sócio honorário como fora Mario Quintana, seguindo a tradição iniciada em 1916 quando Olavo Bilac deu o título a Zeferino Brasil.

Para o escritor Ary Quintella: "Miranda é o melhor poeta vivo do Brasil". Já o poeta Affonso Romano de Sant'Anna afirma: "Sua poesia é forte, é um verdadeiro "Canto General", de Pablo Neruda, cheio de generosa amizade. A Poesia sopra com a força mítica de Orfeu. Um Orfeu dos Pampas". Luiz de Miranda é verbete da Enciclopédia Biblos da Europa, a pedido da Universidade de Coimbra, Portugal. O texto foi escrito pela Professora Dra. Regina Zilberman.

Em 1987, eleito para a Academia Rio Grandense de Letras. Em 2000, eleito para a Academia Sul-Brasileira de Letras.

É Sócio Honorário do Instituto Simões Lopes Neto.

Os 40 Anos de Poesia de Luiz de Miranda foram comemorados no Brasil,Argentina e Paraguai, de maio a junho de 2007. Miranda foi eleito Membro de Honra do Instituto Literario y Cultural Hispanico de California(USA), que tem na presidência, a poeta Dra. Juana Arancibia, ao lado de Jorge Luis Borges (fundador), Isabel Allende, Ernesto Sábato, entre outros. Foi criado o “Prêmio Binacional, Brasil/Argentina, Poeta Luiz de Miranda” com entrega dia 25 de maio de 2007, na Argentina. Miranda foi Presidente de Honra do III Encuentro Internacional de Literatura del Mercosuul em 8 e 9 de junho no Paraguai. A Revista Alba de América, do Instituto Hispanico, publicou dois poemas do poeta e um artigo de Antonio Olinto, da Academia Brasileira de Letras, em espanhol, no número que saiu em agosto de 2007. Luiz de Miranda escreveu em Uruguaiana, sua terra, "Salve a Argentina", 102 cantos, em louvor à Pátria-irmã, um livro neste sentido inédito no mundo, de 24 de maio a 18 de julho de 2007. Tem ainda, para sair: “Monolítico (Memória que não morre)” ( 280 cantos), “Velas de Portugal” 120 cantos, e está escrevendo “Rio de Janeiro Canto de Amor e Esperança”.

Foi criado em 10 de janeiro de 2007 o Instituto Cultural Poeta Luiz de Miranda -Escola de Poesia e Artes- em Porto Alegre. O primeiro Instituto do Rio Grande do Sul. Membros de Honra de fora do Estado; Ferreira Gullar, Gerardo Mello Mourão, Lygia Fagundes Telles,Ivan Junqueira, Antonio Carlos Sechim, Affonso Romano de Sant'Anna, Lêdo ivo, Antonio Olinto,Nélida Piñon e Juana Arancebia. Padrinho; Moacyr Scliar e mais de dezenas de todos os gêneros das Artes daqui e do exterior, todos Artistas, como Alceu Valença, Tabajara Ruas, Ivan Lins , Renato Borghetti, Cadica Costa, Sérgio Faraco, Geraldo Flach, Washington Benavides(Uruguai), Perfecto Cuadrado(Espanha),Patricia da Luz e Claudio Bustos(Paraguai), Carlos Fajardo(Colombia), Vergilio Lemus(Cuba), entre tantos outros.

Luiz de Miranda participou da Luta Armada contra a Ditadura Militar. Foi perseguido por muito tempo. Teve duas prisões. Recebeu Indenização Máxima do governo do estado do Rio Grande do Sul pelas prisões e torturas.

Para o amigo Miranda de Alceu Valença, diretamente de Serrambi, litoral de Pernambuco-03/01/2007.

Eu tenho um amigo
De longas datas
Que varou comigo
Tantas madrugadas

Amigo da rua
Amigo da casa
Amigo da praia
Amigo de amigos

Amigo da lua
Poeta noturno
Amigo do Luna
Bar do Leblon

Eu tenho um amigo
De longas datas
Amante do vinho
Conhaque cachaça
De moças bonitas
De prosa e poesia
Amigo da noite
Amigo do dia

Eu tenho um amigo
Dos anos 70
Dos anos de chumbo
Que morou no Rio
E um dia sumiu
Talvez para o Sul
Seu nome é Luiz
Luiz de Miranda
Poeta dos Pampas
Que ama o Brasil
E a palavra azul








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Fone - (51) 32094891 ou 9179-4891
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ESCRITORA VERA MOLINA



Filha de Antônio Augusto de Lima e Silva e de Ione Molina Silva, Vera Ione nasceu em Uruguaiana.
Mudou-se para Porto Alegre nos anos 70 e graduou-se em Letras na PUC. Em 1994, concluiu o curso de pós-graduação em Teoria da Literatura na PUC, RS.
É professora de inglês e trabalha com orientação a escritores via Internet, revisão e tradução de textos literários e trabalhos acadêmicos.
Participou, como painelista, do IV Encontro Estadual de Escritores realizado em Garibaldi, RS: A Oficina literária e o processo criativo, 1991.
Coordenou a Oficina literária da 1 a. Delegacia de Educação, 1989; ministrou oficina na Casa de Cultura Mário Quintana, 1991; Centro Municipal de Cultura, 1993; Solar dos Câmara, 1994 e Universidade Federal do Acre (UFAC): IV Semana de Letras, realização de 10 a 14/10/1994.
Apresentou a antologia Contos de Oficina 9. Org. Luiz Antônio de Assis Brasil, Porto Alegre: Livraria Editora Acadêmica, Ltda., EDIPUC, 1992.
Foi membro da diretoria da Associação Gaúcha de Escritores em 1997.
Foi citada no Dicionário de Mulheres. Org. Hilda A.H. Flores, Porto Alegre: Editora Nova Dimensão, 1999, página 349.
Sua novela Quarentena, IEL:Alves Editores, 1994, foi citada na tese de doutoramento em História na PUC-RS de Lúcia Silva e Silva, editada sob o título de Uruguaiana e os Coronéis, Porto Alegre: Coleção HOLOEDRO: Política e Políticas, Vol. I, Evangraf, 2001.
Integrou o júri do Prêmio Açorianos de Literatura, edição 2003, narrativa longa e do Concurso Histórias do Trabalho 2003, categoria crônica.
Em 2004, coordenou a programação paralela da XXXII Feira do Livro de Uruguaiana.
Foi articulista da revista Fronteira Livre e do ENCONTRO, Caderno de Cultura do Diário da Fronteira, durante os anos de 2005 e 2006.
Foi painelista do II Encuentro Internacional de Literatura del Mercosur, com o tema Literatura e Identidades Locais.

ESCRITORA VERA MOLINA

SILVIO AYMONE GENRO



SILVIO AYMONE GENRO

Nasceu em Uruguaiana, ao sol forte da fronteira e cantos de cigarras, num verão do ano de 1954. Segundo filho de Breno da Silva Genro e Maria Ely Aymone Genro, pequenos produtores rurais, irmão do Eng° Agrônomo Dr. Edison Genro, primeiro poeta e declamador da família.

















O Pata de Piola de franja e chupeta...





ENTRE PARENTES Silvio Genro



Do VÔ XIRÚ guardo a estampa, com seu lenço maragato...

Da VÓ MILETA, o sorriso silencioso dos retratos.

A TIA BRÍGIDA tinha, santas mãos abençoadas

Pra fazer doce caseiro e afagar a filharada!

TIO CHICO sempre trazia, junto com a alma pura,

Um brilho feliz nos olhos, qual piá que fez travessura!

TIO JUCA nos ensinava, entre uma prosa e um mate,

Como se faz uma "cincha" tornar-se obra de arte!

Da TIA JURACÍ recordo, quanta ternura que tinha

Seus carinhos e agrados, com cuidados de madrinha...

Do TIO INÁCIO eu lembro, o forte aperto de mão...

-Um gesto que denuncia os que têm bom coração!

Do TIO MÁRIO só me resta, escassos "recuerdos" vagos

E a mesma sina de poeta de beber a vida aos tragos!

Do velho BRENO herdei, o encanto dos cataventos

E o mesmo par de olhos grandes pra enxergar alma adentro!



SE ESTAMOS ENTRE PARENTES

NUNCA NOS SENTIMOS SÓS...

-HÁ UM POUCO DE CADA UM

SEMEADO EM TODOS NÓS!



Foi guri campeiro e aprendeu a "acolherar as letras" com professora de campanha durante a infância vivida entre os horizontes largos de Plano Alto, 3° Distrito do Município de Uruguaiana, o que explica seu profundo amor às nossas raízes e também as asas ágeis de sua poesia social e libertária.

Entre os nove e dez anos, já demostrava gosto pela música, construindo seu primeiro "instrumento musical": Uma violinha de caixa de goiabada, com cordas feitas de quatro fios da cola de algum matungo... Primeira manifestação de sua vocação artística para orgulho do pai Breno Genro, apreciador entusiasmado da arte de Teixeirinha no Rio Grande do Sul e de Sílvio Caldas em âmbito nacional. (Daí explica-se também a escolha do nome "Silvio", feita pelo pai...)

A visão maior de mundo veio da metamorfose de saberes vivenciada nos tempos de internato no "Colégio dos Padres", o centenário Colégio Santana. Foi lá que aprendeu com o colega e mestre Mário Barbará, as primeiras lições de composição e a "arranhar" algumas notas no violão ganho do padrinho Domingos Aymone como presente de quinze anos, com a condição de tocar a "Milonga do Calaveira" de Luiz Menezes.

Era época dos Festivais Estudantis e é desse tempo a primeira "obra" com sotaque romântico e forte influência da "Jovem Guarda", Beatles e cia...



LÁGRIMAS ESTRANHAS



LAGRIMAS ESTRANHAS

SÃO AS QUE AGORA EU ESTOU A CHORAR...

NÃO SEI SE É DE SAUDADE

OU DE FELICIDADE POR VOCÊ NÃO VOLTAR

LÁGRIMAS ESTRANHAS PORQUE EU

NÃO AS CONSIGO ENTENDER,

SERÃO DE ESPERANÇA

OU TALVEZ DA LEMBRANÇA

QUE EU TENHA DE VOCÊ...



Época também, da militância na política estudantil através da "UEU", União Estudantil Uruguaianense, naqueles árduos e bons tempos da juventude inquieta e contestadora das décadas de 60 e 70.

É desse tempo também a vontade de tocar contra-baixo (Loucura patrocinada pelo primo Tasso Lopez) e juntamente com o "Gordo" Brites, o"Louco" Íris Valls F°, "Magro" Cássio Lopes, Carlos Eduardo "Masca-cueca" Félix, grupo de amigos e colegas de escola, formarem "Os Mutnik's", uma meteórica banda musical que consumiu meio ano de ensaios até sua estréia e não sobreviveu a mais que duas apresentações em festas colegiais.

O espírito crítico, idéias e ideais, amadureceram ao longo dos cursos de Estudos Sociais e História, através das lições de vida compartilhadas no fértil convívio acadêmico da FAFIUR, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Uruguaiana.

Do primeiro matrimônio é pai do Eng° Agrônomo Silvio Júnior e da Profª Luciana e avô da Rafaele e Fernanda. De sua segunda união, com Clarice Ramos, é pai da Elis.

Foi artesão "hippie" na década de setenta, sua primeira atividade remunerada e após, operário de indústria por um longo tempo, época em que também dedicou-se as artes plásticas e ao desenho principalmente. Foi assim , através dos "Salões de Artes" que começou a sua participação nas Califórnias da Canção. Só mais tarde, a partir da 7ª edição do festival (1977), estreou como compositor nativista pelas mãos do "Grupesquisa", Armando Vasques, Domingos Scelzo, Valdir Santana e João Chagas Leite, com a composição "Tempos de Seca", logo premiada como música Mais Popular Do Festival.

A partir de 1983 inicia carreira como intérprete de composições de sua autoria e parceiros, especialmente as de maior apelo popular, formando junto com Caio Silva, Getulio Rodrigues, Mauro Greco, Cleber Soares e Marcelo Quadros o "GRUPO MACANUDO", com o qual conseguem várias premiações de "Música mais Popular" e chegando a atingir o sucesso junto ao grande público dos Festivais Nativista do Rio Grande do Sul e Brasil, culminado com um convite da Rede Globo para apresentação em São Paulo, no Programa SOM BRASIL comandado por Lima Duarte, com uma audiência de mais 15 milhões de telespectadores espalhados pelo Brasil .

Nos últimos anos exerce a profissão de professor em escolas públicas de Uruguaiana, paralelamente as suas atividades artístico-literárias. Como poeta, músico, compositor e jurado, tem mais de vinte e cinco anos de participações no movimento cultural nativista do Rio Grande do Sul, tendo vencido diversos festivais do gênero e premiado em outros tantos, entre eles, foi ganhador da Calhandra de Ouro na 25ª Califórnia da Canção Nativa (Ver Coluna Premiações).

Na atualidade, faz parte como artista convidado das Confrarias "Do Verso" e "do Funcho", ambas formadas por grupos de amigos, poetas, músicos, artistas e apreciadores das artes em geral, com reuniões artístico-culturais semanais e participações em eventos do gênero que acontecem pelo Rio Grande de Sul.

Seja como Poeta ou Professor, seu trabalho consciente e crítico nas áreas de educação e cultura sempre denunciou uma profunda vocação, teimosia até, em apresentar-se como agente de transformação da sociedade através de tudo o que aprendeu a ver, ouvir, pensar e sentir a respeito do seu tempo, do seu lugar e da sua gente.




Busca: NO "SAITCHÊ"...



PERGUNTAR NÃO OFENDE...
Em 2007, a canção "DE CHIBO E FRONTEIRA" (Silvio Genro, Fonso Jaques e Alemão Goulart) foi eleita pelo público como a "MAIS POPULAR " da Califórnia da Canção em Uruguaiana. QUANTAS VEZES SILVIO GENRO JÁ RECEBEU ESSA PREMIAÇÃO NESSE MESMO FESTIVAL?
TRÊS VEZES
CINCO VEZES
DUAS VEZES
QUATRO VEZES







BLOGaudério
24/02/2008

01:03 SINAIS





RECUERDOS & RETRATOS

Retratos Mal Falados [12 imagens]

Fazendo Arte... [2 imagens]

Porta-Retratos... [2 imagens]

FOTOS/CD/VIOLINHA [0 imagens]




LIVRO DE VISITAS



APEIA E PASSA PRA DIANTE...



BATE-BOCA On Line
Dois Dedos de Prosa com o Poeta...

Sala fechada.




MAPA POÉTICO DE URUGUAIANA
Visite o Site
Artístico e Cultural:
www.cantadoresdolitoral.com.br

MAPAS-silvio genro

CONHEÇO TEUS BECOS,
CADA RUA TUA,
TAL QUAL AS LINHAS
DA MINHA MÃO...
SEI DE COR OS MAPAS
DOS TEUS MISTÉRIOS
E O ENDEREÇO
DO TEU CORAÇÃO.
.............................

CONHEÇO TEU ROSTO
DE CIDADE HUMANA
E A TERNURA URBANA
DOS MAPAS DA VIDA!
CONHEÇO TUA ALMA,
MINHA AMIGA ANTIGA,
ALDEIA QUERIDA...
AMADA URUGUAIANA!


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RECORDAÇÕES

Recordo os tempos de juventude
E dos amigos que compartilharam
Nossa jornada no mundo das letras.
Silvio já cantava tuas modinhas
E a gente do Projeto Rondom
Compartilhava.
Mas hoje recordo
Esse colega famoso.
Que faz de seu canto
Um hino de amor
A Terrinha Querida.
Uruguaiana.

A vida é feita de encontros
Espero que a vida possa
Nós propiciar novamente
Um novo reencontro
Para podermos saborear
As delicias de tuas poesias
E ouvi-lo cantarolar
Tuas musicas.
Até breve.
Amigo Silvio Genro!

Um grande abraço.Vera Salbego

NICE VENTURA


Sou professora, artista plástica, com vocação acadêmica voltada para os temas educacionais e culturais, lògicamente para questões gerais do desenvolvimento de ambos. Pois nosso país pede socorro aos dois:
são amigos de mãos dadas.Profissionalmente sou membro da Academia de ARTE da Regiaõ dos Lagos e Diretora Cultural da Academia de Artes Letras e Ciências de Iguaba Grande, cuja posse será em maio.Minhas preocupações, voltam para o desenvolvimento. A Cultura envolve a personalidade.
Sou a ARTE.
Em exercício da liberdade do conhecimento e da comunicãção. Agradeço a DEUS, por toda esta oprtunidade. pelas minhas mãos, e todo meu ser.Agradeço em me inspirar e me tornar artista . Nesse crescimento,pude descobrir o MAIOR ARTISTA e CRIADOR do UNIVERSO. Nosso DEUS.
É preciso ter cultura, para mudar as estruturas.(R. Seixas)
Só depende de nós... Indispensável ler : Euclides da Cunha ; Machado de Assis ; Mário de Andrade ; Graciliano Ramos; Paulino Vergetti , tantos e tantos. Todos nos enriquecem com seus romances e poemas. Tenhamos o hábito de estudar, ler e escrever...


No dia-a-dia das sociedades civilizadas (especialmente a sociedade ocidental) e no vulgo costuma ser associada à aquisição de conhecimentos e práticas de vida reconhecidas como melhores, superiores, ou seja, erudição; este sentido normalmente se associa ao que é também descrito como “alta cultura”, e é empregado apenas no singular (não existem culturas, apenas uma cultura ideal, à qual os homens indistintamente devem se enquadrar). Dentro do contexto da filosofia, a cultura é um conjunto de respostas para melhor satisfazer as necessidades e os desejos humanos. Cultura é informação, isto é, um conjunto de conhecimentos teóricos e práticos que se aprende e transmite aos contemporâneos e aos vindouros. A cultura é o resultado dos modos como os diversos grupos humanos foram resolvendo os seus problemas ao longo da história. Cultura é criação. O homem não só recebe a cultura dos seus antepassados como também cria elementos que a renovam. A cultura é um fator de humanização. O homem só se torna homem porque vive no meio cultural .
Eu Nice Ventura , peço para adquirir o hábito de ler. Não´só ache bonito, porém, observe o texto; interprete-o; sinta-se o personagem; abra bem os olhos para a redação. Temos escritores
e poetas maravilhosos. valorizemos...






O QUE OS OLHOS DIZEM. N.Ventura
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=22501852

VENTURISSÍMA. by Nice Ventura
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=17440722

ARTES VISUAIS. Nice Ventura
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DE OLHO EM VOCÊ. Nice Ventura
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NICE ANTUNES

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Plenária das Escolas municipais de Guaíba


Plenária das Escolas municipais de Guaíba


Título do Projeto: Ler é Legal

Escola: E.M. Santa Rita de Cássia.

Professor Responsável: Vera Lucia Martins Salbego

Disciplina de Atuação: Língua Portuguesa
Projeto Desenvolvido nas 5 séries e
7 séries.

Síntese do Projeto:

1-Objetivo:
-Desenvolver hábitos de leitura para a formação de bons leitores. Ler pelo prazer de ler para transformar e entender e contextualizar o mundo em que vive. Despertar o senso crítico e analítico no meio em que vive socializando o conhecimento produzido pela leitura.

2. Justificativa:
Não se forma bons leitores se eles não têm um contato íntimo com os textos. Há inúmeras maneiras de fazer isso. O importante é que o material escrito apresentado aos alunos seja interessante e desperte a curiosidade dos adolescentes.

3. Metodologia:
Os procedimentos metodológicos elaborados para o Projeto de Incentivo à Leitura baseam-se em alguns critérios:
-O aluno terá acesso a diferentes tipos de leitura uma vez por semana, livros, jornais, revistas, filmes, documentários sobre Biografias de Escritores Brasileiros.
-Estimular o aluno ao hábito da leitura.
-Orientar nas atividades de leitura e na construção de resumos dos textos em estudo, o que permite uma melhor compreensão.
-Na continuidade do trabalho durante o ano letivo elaboram-se atividades de leitura e formas de textos para serem desenvolvidos sempre com a orientação do professor.
-Integrar o grupo de professores e a escola com o mesmo objetivo.
-Construir ponte entre a sala de aula e a biblioteca por meio da leitura e empréstimo de livros, assim a família se integra no projeto da escola, também tornando à leitura um hábito familiar.
-Em 2006 desenvolvemos juntamente com o Projeto de Incentivo à Leitura o Centenário do Poeta Mário Quintana, culminando com visita a Casa de Cultura Mário Quintana.


4. Avaliação:
A avaliação será realizada durante todo o processo, pois dela dependem os passos seguintes e os ajustes, aproveitando as próprias situações de aprendizagem.
Elaboração do Produto Final:exposição oral com estrutura de apresentação elaborada
Pelos alunos.

PROJETO PUBLICADO NO LIVRO DE PROJETOS EDUCACIONAIS DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DE GUAIBA/2007.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Paulino Vergetti Neto_escritor


Sou um poeta apaixonado pela vida. Nasci em Alagoas, na cidade de União dos Palmares.Casado, tenho dois filhos. Graduação em Medicina; Pós-graduação em Oncologia Clínica ( INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER_ RIO DE JANEIRO); Língua Portuguesa e Literatura brasileira pela UNICID (UNIVERSIDADE CIDADE DE SÃO PAULO) Escritor, possuo 34 livros publicados nos mais diversos gêneros literários. Atualmente resido em Maceió, onde exerço a profissão de Médico e escrevo a minha literatura. Contribuo como articulista para vários jornais em meu Estado, semanalmente, além de uma revista mensal. Sou membro do PEN CLUB do Brasil, Academia Maceioense de Letras, Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, Academia Alagoana de Cultura,etc.

Pablo Neruda

É assim que te quero

Pablo Neruda

É assim que te quero amor,

assim amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas os cabelos

e como a tua boca sorri,

ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim teu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita de luz e pão e sombra,

eu te esperava,

e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor,

uma folha que há de cair sobre a terra

como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.


Tradução:Joe'A


Visite meu site


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POEMAS - PENSAMENTOS - TROVAS - POETRIX - CURTOS
POEMAS EM ESPAÑOL - DUETOS E ENTRELAÇADOS - E-BOOKS
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Poetas Uruguaianenses

Poetas Uruguaianenses

Ver artigo principal: Poetas Uruguaianenses
Uruguaiana é berço de grandes poetas: Alceu Wamosy , Carlos Omar Vilella Gomes , Luiz de Miranda , Oneo Molina , Sidney Campodonico Filho , Silvio Aymone Genro , Soares Tubino , Vera Ione Molina Silva , Vera Lucia Salbego.

Vânia Moreira Diniz


Vânia Moreira Diniz
Escritora, poeta, humanista, pesquisadora.
http://www.vaniadiniz.pro.





Biografia e Obras
Vânia Moreira Diniz é natural do Rio de Janeiro (RJ) - 21/10.
Residente e domiciliada na cidade de Brasília-DF Escritora, Humanista e Pesquisadora, Fundou o Centro de Treinamento de Línguas em Brasília e dirigiu-o durante 10 anos. Formada em Letras com pós graduação em Educação. Palestrante nas áreas de educação, humanas e literária Colaboradora da Revista "Mirante" em Santos e "Estalo" em Belo-Horizonte
Orientadora de teses e monografias


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Premiada no Concurso Literário com a obra A Pequena Órfã, patrocinada pela Casa do Novo Autor Ltda. 1999. São Paulo.

Premiada no Concurso Literário com a obra Dedicação, patrocinado pela Casa do Novo Autor Ltda. 2000. São Paulo.

Premiada no Concurso Literário com a obra Uma Expressão de Amor, patrocinado pela Casa do Novo Autor Editora para publicação em dezembro de 2001.

Premiada no Concurso Literário com a obra Exaltação ao Ano Novo, patrocinado pela Editora Litteris. Rio de Janeiro.

Autora das seguintes obras:
http://www.vaniadiniz.pro.br/OBRAS.HTM

Co-autora do livro Manual da Saúde Física e Mental do Servidor Público com o tema
DROGAS: Pesquisa e Contextualização. 1998
Livraria Brasília Jurídica
Lançamento no Hospital Santa Lúcia e Associação Médica de Brasília- no ano de 1998

Romance Laura, da Editora Cia. Projeto Editorial Ltda. 2000.
Lançamento em Brasília no
Esgotado - Preparação para 2ª edição
Lançamento no "Carpe Diem" em Brasilia no ano 2000

Livro Olhos Azuis - Poemas. Edição multimídia em CD. Edição 2001 com 224 poemas. 2001
Pelos Caminhos da Vida - Crônicas e Contos 2005-Editora-ottoni@ottonieditora.com.br
Pelos Caminhos da alma -Poesias 2005-Editora-ottoni@ottonieditora.com.br
Livro Ciganinha- Infanto-juvenil- Editora-ottoni@ottonieditora.com.br

Lançamentos - dia 21 de outubro de 2005 no:
HARTMANN
Café & Livros - Jardim Botânico 585- Rio de Janeiro.
21-10-2005

Disponíveis nas livrarias:
Letra Ativa Editorial - bsbjur@brasiliajuridica.com.br
Livraria Parlamundi-
Sede da LBV Quadra - Sul915/916 Brasília
Tels 32451070 R 218 Brasília Df
Café Com Letras
SCLS 203 sul p Bloco C loja 19 Brasília - DF
cafe.letras@gmail.com
tels: 3322 5070
E no Rio de Janeiro
Livraria Ponte de Tábuas/Hartmann Café
Rua Jardim Botânico 585

Autora dos e-books pela e-B Maytê
Esse Amor que é Nosso - poemas - 2004

Acordes - Poemas 2004

Além do Horizonte- poemas 2005

O caminho a Seguir- Crônicas e contos 2005

Olhos Azuis 2ª edição - poemas 2005
Próximo ebook em andamento: Ciganinha infanto-juvenil 2005

Participante
de 9 antologias
Colunista da Abrali com a Coluna Liberdade, Garganta da Serpente, a, do Portal Comunidade Maytê.
Participante da Equipe Fixa de Blocos online e colaboradora em mais de 10 sites.
Co editora da Revista virtual Poética Social
Possui o site VMD que está entre os site temáticos no Guia da poesia.

Promotora:
Owner do site Vânia Moreira Diniz www.vaniadiniz.pro.br com 800 escritores
Owner e moderadora do grupo de Literatura Vânia Diniz
Owner e moderadora do grupo de pessoas e crianças Especiais
co-fundadora e Co-editora do jornal/ecos- http://www.ferool.info/ecosindex.htm
co-editora da Revista Honoris Causa com Maria Tereza Armonia

Campanhas
de combate à fome promovida pelo site www.vaniadiniz.pro.br
Trabalhos feitos na Periferia de Brasília

Prêmios
http://www.vaniadiniz.pro.br/premios/premios.htm

Blogues:
Afrodite- VMD

Escritos-VMD

Sites
Site Vania Diniz- http://www.vaniadiniz.pro.br

Jornal/ecos- http://www.jornalecos.net

Prosa e verso- www.vaniamdiniz.prosaeverso.com


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Minha Vida e a Literatura

Falar de nós mesmos é muito difícil. Difícil e complicado. Porque tudo que dissermos parecerá sempre parcial. Mesmo assim, me arrisco para que saibam um pouco de mim. Nasci no Rio de Janeiro e fui criada em Copacabana, na Rua Barata Ribeiro.

Muito cedo compreendi que era difícil sair através daquele portão e tentar atravessar a rua cheia de carros e de um movimento intenso. Aquela rua significou para o resto de minha vida uma vibração permanente. Ela está aqui a cada gesto que faço, vive nas minhas recordações e está presente em cada minuto da minha vida.

Gostava muito entretanto, desde cedo, de permanecer no bairro carioca da Gávea onde se situava a movimentada casa de meu avô que era advogado, político e escritor. E aquele ambiente lúdico congraçando escritores e políticos dava-me a impressão de mistério e de vida.Transitava com naturalidade entre aqueles adultos famosos e de meia idade que me olhavam com interesse. Isso fazia não só que eu insistisse, como provocava admoestações de meu avô quanto “a ficar com as outras crianças”.

Minha infância não seria a mesma se não existisse esse lugar encantado onde escrevi meus primeiros e infantis textos. Foi lá que desci ao fundo da minha alma para captar as impressões que seriam transformadas em palavras.

Quando aos sete anos comecei a escrever sem conseguir dominar a vontade de fazê-lo, não assimilava que aquilo era mais que um desejo, era na verdade, uma necessidade intensa e intransponível. Debatia-me interiormente, entre esse vício literário e as outras obrigações inadiáveis.

Tal qual o alcoólatra que precisa da bebida para equilibrar-se e sofre da síndrome de abstinência , sentia a angústia apoderar-se de mim quando não podia transpor para o papel o que estava prestes a explodir. Compulsividade absoluta que eu procuro até hoje administrar. Escrever para mim é uma necessidade urgente e insubstituível. Como o oxigênio para a vida do organismo.

Meu avô e meu pai foram os maiores responsáveis pela minha vida literária, pois o incentivo, ensinamentos, amor às letras e o próprio exemplo do que escreviam, valeram-me horas de aprendizado fascinante e integralmente real.

Vânia Moreira Diniz



Outros endereços onde me encontrar na Internet:

http://www.coramaria.com.br/vaniadiniz.htm
http://planeta.terra.com.br/arte/prosapoesiaecia
www.palavreiros.hpg.ig.com.br
www.gargantadaserpente.com
www.prosaepoesia.com.br/parceiros.asp
www.prosaepoesia.com.br/parceiros/vania/perfil.asp
www.usinadeletras.com.br
www.notivaga.com
academialiteraria.com.br/artistas.asp?usuario=143
www.interfriends.com.br/poesias/autor/v/vaniamoreiradiniz.htm
www.blocosonline.com.br/literatura/poesia/brpoe_brpro/brpoev.htm
www.blocosonline.com.br/literatura/poesia/brpoe_brpro/brpro022.htm
www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/dp/dp000715.htm
www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/dp/dp000101.htm
www.navedapalavra.com.br

http://www.mhjalao.hpg.ig.com.br/momentoeterno/momentoeterno.html
http://communities.msn.com.br/claudinhahomepage&naventryid=143
http://luizdeaquino.na-web.net/causa_consequencia.htm
www.versoereverso.hpg.com.br/home/escritoresamigos.htm

segunda-feira, 19 de maio de 2008

OBRAS DE NOSSA ESTIMADA ARTISTA PLÁSTICA DE LISBOA/PORTUGAL LUISA CAETANO





OBRAS DE NOSSA ESTIMADA ARTISTA PLÁSTICA DE LISBOA/PORTUGAL LUISA CAETANO

Textos publicados a respeito de Mozart:






Textos publicados a respeito de Mozart:






O gênio austríaco, Wolfgang Amadeus Mozart, nasceu em Salzsburg em 1756 e foi um fenômeno durante toda sua vida.

Aos três anos já conseguia tirar melodias do cravo, e chorava quando alguém tocava alto demais ou de forma muito discordante.

Aos quatro anos já tocava violino e cravo de forma tão fluente quanto uma criança com o triplo de sua idade e o triplo de tempo de estudos musicais.

Aos cinco anos Mozart já compunha minuetos e outras peças pequenas, porém, todo este poder critativo e musical não era visto por seu pai apenas com alegria, mas também com muito medo e alarme.

O pai de Mozart não tinha a menor idéia de como e o que mais poderia ensinar ao filho, pois este não gastava mais do que 30 minutos para solucionar os problemas mais complexos que o pai lhe oferecia.

Vaidoso, o pai de Mozart estremecia diante de tal genialidade, porém, não deixou de tirar dela tudo o que pode.

"Aproveitou" todo o poder criativo de seu pequeno filho para adquirir uma pequena fortuna. Levava-o para as casas aristocráticas e principescas e fazia-o executar alguns jogos musicais. O que fez com que Mozart passasse a maior parte de sua infância e adolescência viajando.

Mesmo tendo uma vida totalmente movimentada, aos 12 anos Mozart já era um compositor de altíssima qualidade, seus "métodos" de composição, no entanto, eram um tanto quanto diferentes.

Por ter tido uma vida cheia de viagens, Mozart criou uma maneira de compor só sua: primeiro ele criava a música em sua cabeça, até em seus menores detalhes, enquanto fazia outras coisas como jogar bilhar, ensinar piano, etc. Depois, logo que tinha a oportunidade de sentar-se em frente a uma partitura em branco, escrevia a música que trazia em sua cabeça com tal fervor e rapidez que não houve quem não tivesse ficado impressionado com tamanha força criadora.

Escrevia a música como se estivesse apenas copiando uma partitura que já sabia de cor.

Esta infância atribulada, porém, teve uma forte influência sobre sua personalidade. Alegre e encantador, Mozart ficava a vontade logo após ser apresentado a alguém, entretanto, achava muito difícil formar amizades mais duradouras e profundas. Sua infância o tornara um homem superficial em suas relações.

Mozart levou esta maneira leviana de viver até a sua idade adulta, pois mesmo casado e pai de família, mudava-se continuamente (chegou a mudar-se 9 vezes em um ano), era também absolutamente incapaz de controlar sua vida financeira. Foi "ciceroneado" até os 30 anos por seu pai, quando este veio a falecer.

Casado com Constanza, a qual era tão imprudente com relação ao dinheiro quanto o próprio Mozart, passou a viver atolado em dívidas e sob condições de extrema pobreza.

Nos últimos anos de sua vida, apesar de terem sido extremamente ricos no que se refere a criação musical, sofreu muitíssimo com a falta de recursos.

Mozart, a respeito de sua criação musical, sempre se viu como um grande compositor de óperas. Suas criações operísticas como Don Giovanni, Flauta Mágica e outras eram suas obras favoritas.

Seu instrumento preferido era a viola, que ele tocava admiravelmente em música de câmara com seus amigos, entre os quais, Haydn.

Entre as obras de Mozart estão 41 sinfonias; 27 concertos para piano; cinco concertos para violino; quatro concertos para trompas; um concerto para flauta; um para oboé; um para clarineta; um para fagote; uma sinfonia concertante para violino, viola e orquestra; sinfonia concertante para quatro instrumentos de sopro e orquestra; um concerto para dois pianos; um concerto para três pianos; um concerto para flauta e harpa; concertone para dois violinos; 17 divertimentos, treze serenatas, mais de cem minuetos, gavotas, marchas e outras peças para dança, freqüentemente agrupadas em conjuntos de seis.

A maior parte das sinfonias escritas por Mozart foi composta como música de entretenimento, um contraponto alegre aos divertimentos e serenatas.

Da música vocal composta por Mozart, fazem parte 19 missas (incluindo o Requiem); 4 cantatas; vésperas e uma dezena de obras corais e orquestrais menores; 24 óperas e outras obras para o palco (incluindo, "Idomeneo", "O Rapto do Serralho", "As Bodas de Fígaro", "Cosi Fan Tutte", "Don Giovanni" e "A Flauta Mágica"); 12 árias de concerto, a cantata Exultante, Jubilate e um punhado de peças menores para voz solista e orquestra; 50 canções para voz e piano.

Seus concertos para piano foram escritos, em sua grande maioria, para serem utilizados em suas apresentações. Mozart compôs o primeiro concerto aos 11 anos de idade e o útlimo em 1791, ano de sua morte.

Mozart, um dos maiores gênios da música de todos os tempos, morreu a 5 de dezembro de 1791.

SUAVE MILAGRE

EÇA DE QUEIRÓS


Nesse tempo Jesus ainda se não afastara da Galileia e das doces, luminosas margens do Lago de Tiberíade: —mas a nova dos seus milagres penetrara já até Enganim, cidade rica, de muralhas fortes, entre olivais e vinhedos, no país de Issachar.
Uma tarde um homem de olhos ardentes e deslumbrados passou no fresco vale, e anunciou que um novo profeta, um rabi formoso, percorria os campos e as aldeias da Galileia, predizendo a chegada do reino de Deus, curando todos os males humanos. E enquanto descansava sentado à beira da Fonte dos Vergéis, contou ainda que esse rabi, na estrada de Magdala, sarara da lepra o servo dum decurião romano só com estender sobre ele a sombra das suas mãos; e que noutra manhã, atravessando numa barca para a terra dos Gerassénios, onde começava a colheita do bálsamo, ressuscitara a filha de Jaira, homem considerável e douto que comentava os Livros na Sinagoga. E como em redor, assombrados, seareios, pastores, e as mulheres trigueiras com a bilha no ombro, lhe perguntassem se esse era, em verdade, o Messias da Judeia e se diante dele refulgia a espada de fogo, e se o ladeavam, caminhando como as sombras de duas torres, as sombras de Gog e de Magog - o homem, sem mesmo beber daquela água tão fria de que bebera Josué, apanhou o cajado, sacudiu os cabelos, e meteu pensativamente por sob o aqueduto, logo sumido na espessura das amendoeiras em flor. Mas uma esperança, deliciosa como o orvalho nos meses em que canta a cigarra, refrescou as almas simples: logo, por toda a campina que verdeja até Ascalon, o arado pareceu mais brando de enterrar, mais leve de mover a pedra do lagar; as crianças, colhendo ramos de anémonas, espreitavam pelos caminhos se além, da esquina do muro, ou de sob o cicómoro, não surgiria uma claridade; e nos bancos de pedra, às portas da cidade, os velhos, correndo os dedos pelos fios das barbas, já não desenrolavam, com tão sapiente certeza, os ditames antigos.

Ora então vivia em Enganim um velho, por nome Obed, duma familia pontifical de Samaria, que sacrificara nas aras do Monte Ebal, senhor de fartos rebanhos e de fartas vinhas —e com o coração tão cheio de orgulho como o seu celeiro de trigo. Mas um vento arido e abrasador, esse vento de desolação que ao mando do Senhor sopra das torvas terras de Assur, matara as reses mais gordas das suas manadas, e pelas encostas onde as suas vinhas se enroscavam no olmo, e se estiravam na latada airosa, só deixara, em torno dos olmos e pilares despidos, sarmentos, cepas mirradas, e a parra roida de crespa ferrugem. E Obed, agachado à soleira da sua porta, com a ponta do manto sobre a face, palpava a poeira, lamentava a velhice, ruminava queixumes contra Deus cruel.
Apenas ouvira falar desse novo rabi da Galileia, que alimentava as multidões, amedrontava os demonios, emendava todas as desventuras
— Obed, homem lido, que viajara na Fenicia, logo pensou que Jesus seria um desses feiticeiros tão acostumados na Palestina, como Apolonio, ou Rabi Bem-Dossa, ou Simão, o Subtil. Êsses, mesmo nas noites tenebrosas, conversam com as estrelas, para eles sempre claras e faceis nos seus segredos: com uma vara afugentam de sobre as searas os moscardos gerados nos lodos do Egipto: e agarram entre os dedos as sombras das arvores, que conduzem, como toldos beneficos, para cima das eiras, à hora da sesta. Jesus da Galileia, mais novo, com magias mais viçosas decerto, se ele largamente o pagasse, sustaria a mortandade dos seus gados, reverdesceria os seus vinhedos. Então Obed ordenou aos seus servos que partissem, procurassem por toda a Galileia o rabi novo, e com promessa de dinheiros ou alfaias o trouxessem a Enganim, no país de Isaachar.
Os servos apertaram os cinturões de oiro —e largaram pela estrada das Caravanas, que, costeando o lago, se estende até Damasco. Uma tarde, avistaram sobre o poente, vermelho como uma romã muito madura, as neves finas do monte Hermon. Depois, na frescura duma manhã macia, o lago de Tiberiade resplandeceu diante deles, transparente, coberto de silencio, mais azul que o céu, todo orlado de prados floridos, de densos vergeis, de rochas de pórfiro, e de alvos terraços por entre os pomares, sob o vôo das rolas.
Um pescador que desamarrava a sua barca duma ponta de relva, assombreada de aloendros, escutou, sorrindo, os servos. O Rabi de Nazareth? Oh, desde o mês de Ijar, o Rabi descera, com os seus discipulos, para os lados para onde o Jordão leva as águas.
Os servos, correndo, seguiam pelas margens do rio, até adiante do vau, onde ele se estira num largo remanso, e descansa, e um instante dorme, imóvel e verde, à sombra dos tamarindos. Um homem da tribo dos Essénios, todo vestido de linho branco, apanhava lentamente ervas salutares, pela beira da água, com um cordeirinho branco ao colo. Os servos humildemente saudaram-no, porque o povo ama aqueles homens de coração tão limpo e claro e cândido como as suas vestes cada manhã lavadas em tanques purificados. E sabia ele da passagem do novo Rabi da Galileia, que como os Essénios ensinava a doçura, e curava as gentes e os gados? O essénio murmurou que o Rabi atravessara o Oásis de Engaddi, depois se adiantara para além...
— Mas onde, "além"?
— Movendo um ramo de flores roxas que colhera, o essénio mostrou as terras de além Jordão, a planície de Moab. Os servos vadearam o rio - e debalde procuraram Jesus, arquejando pelos rudes trilhos, até às fragas onde se ergue a cidadela sinistra de Makaur... No Povo de Yakob repousava uma larga caravana, que conduzia para o Egito mirra, especiarias e bálsamos de Gilead; e os cameleiros, tirando a água com os baldes de coiro, contaram aos servos de Obed que em Gadara, pela lua nova, um Rabi maravilhoso, maior que David ou Isaías, arrancara sete demonios do peito duma tecedeira, e que, à sua voz, um homem degolado pelo salteador Barrabás se erguera da sua sepultura e recolhera ao seu horto. Os servos, esperançados, subiram logo açodadamente pelo caminho dos Peregrinos até Ganara, de altas torres, e ainda mais longe até às nascentes da Amalha... Mas Jesus, nessa madrugada seguido por um povo que cantava e sacudia ramos de mimosa, embarcara no Lago, num batel de pesca, e à vela navegara para Magdala. E os servos de Obed, descoroçoados, de novo passaram o Jordão na ponte da Filhas de Jacob. Um dia, já com as sandálias rotas dos longos caminhos, pisando já as terras da Judeia Romana, cruzaram um fariseu sombrio, que recolhia a Efraim, montado na sua mula. Com devota reverência detiveram o homem da lei. Encontrara ele por acaso esse profeta novo da Galileia que, como um Deus passeando na terra, semeava milagres? A adunca face do fariseu escureceu enrugada e a sua cólera retumbou como um tambor orgulhoso:
— Oh escravos pagãos! Oh blasfemos! Onde ouvistes que existissem profetas ou milagres fora de Jerusalém? Só Jeová tem força no seu templo. De Galileia surgem os néscios e os impostores...
E como os servos recuavam ante o seu punho erguido, todo enrodilhado de dísticos sagrados - o furioso doutor saltou da mula, e, com as pedras da estrada, apedrejou os servos de Obed, uivando: Racca! Racca! e todos os análtemas rituais. Os servos fugiram para Enganim. E grande foi a desconsolação de Obed porque os seus gados morriam, as suas vinhas secavam -, e todavia radiantemente, como uma alvorada por detrás de serras, crescia, consoladora e cheia de promessas divinas, a fama de Jesus da Galiléia.
Por esse tempo, um centurião romano, Publius Septimus, comandava o forte que domina o vale de Cesarea, até à cidade e ao mar. Publius, homem áspero, veterano da campanha de Tibério contra Partos, enriquecera durante a revolta da Samaria com presas e saques, possuía minas na Ática, e gozava, como favor supremo dos deuses, a amizade de Flacous, legado imperial da Síria. Mas uma dor roía a sua prosperidade muito poderosa, como um verme rói um fruto muito suculento. Sua filha única, para ele mais amada que vida e bens, definhava com um mal subtil e lento, estranho mesmo ao saber dos esculapios e mágicos que ele mandara consultar a Sidon e a Tiro. Branca e triste como a lua num cemitério, sem um queixume, sorrindo pàlidamente a seu pai, definhava, sentada na alta esplanada do forte, sob um velário, alongando saudosamente os negros olhos tristes pelo azul do mar de Tiro, por onde ela navegara de Itália, numa opulenta galera. Ao seu lado, por vezes, um legionário entre as ameias apontava vagarosamente ao alto a flexa, e varava uma grande águia, voando de asa serena, no ceu rutilante. A filha de Septimus seguia um momento a ave, torneando até bater morta sobre as rochas; —depois, com um suspiro, mais triste e mais pálido, recomeçava a olhar para o mar.
Então, Septimus, ouvindo contar, a mercadores de Chorazin, deste Rabi admirável tão potente sobre os espíritos, que sarava os males tenebrosos da alma, destacou três decurias de soldados para que o procurassem pela Galiléia, e por todas as cidades da Decapola, até à costa e até Ascalon. Os soldados enfiaram os escudos nos sacos de lona, espetaram nos elmos ramos de oliveira— e as suas sandálias ferradas apressadamente se afastaram, ressoando sobre as lajes de basalto da estrada romana, que desde Cesarea até Lago corta tôda a Tetrachia de Herodes. As suas armas, de noite, brilhavam no topo das colinas, por entre a chama ondeante dos archotes erguidos. De dia invadiam os casais, rebuscavam a espessura dos pomares, esfuracavam com a ponta das lanças a palha das medas; e as mulheres, assustadas, para amansar logo acudiam com bolos de mel, figos novos, e malgas cheias de vinho, que eles bebiam dum trago, sentados à sombra dos sicómoros. Assim correram a Baixa Galiléia - e, do Rabi, só encontravam o sulco luminoso nos corações. Enfastiados com as inuteis marchas, desconfiando que os judeus sonegassem o seu feiticeiro para que Romanos não aproveitassem do superior feitiço, derramavam com tumulto a sua cólera, através da piedosa terra submissa. A entrada das pontes detinham os peregrinos, gritando o nome do Rabi, rasgando os véus às virgens: e, à hora em que os cantaros se enchem nas cisternas invadiam as ruas estreitas dos burgos, penetravam nas sinagogas e batiam, sacrilegamente com os punhos das espadas nas Thebahs, os Santos Armadios de cedro que continham os Livros Sagrados. Nas cercanias de Hebron arrastaram os solitarios pelas barbas para fora das grutas, para lhes arrancar o nome do deserto ou do palmar em que se ocultava o Rabi; — e dois mercadores fenícios que vinham de Jopé com uma carga de malobatro, e a quem nunca chegara o nome de Jesus, pagaram por esse delito cem dramas a cada centurião. Já as gentes dos campos, mesmo os bravios pastores de Idumea, que levam as reses brancas para o Templo, fugiam espavoridos para as serranias apenas luziam nalguma volta do caminho as armas do banco violento. E da beira dos eirados, as velhas sacudiam como taleigos a ponta dos cabelos desgrenhados, e arrojavam sobre eles as Más-Sortes, invocando a vingança de Elias. Assim tumultuosamente erraram até Ascalon; não encontraram Jesus: e retrocederam ao longo da costa enterrando as sandálias nas areias ardentes.
Numa madrugada, perto de Cesarea, marchando num vale, avistaram sobre um outeiro um verde-negro bosque de loureiros, onde alvejava, recolhidamente, o fino e claro pórtico dum templo. Um velho, de compridas barbas brancas, coroado de folhas de louro, vestido com uma túnica cor de açafrão, segurando uma curta lira de três cordas, esperava gravemente, sobre os degraus de mármore, a aparição do Sol. Debaixo, agitando um ramo de oliveira, os soldados bradaram pelo sacerdote. Conhecia ele um novo profeta que surgira na Galileia, e tão destro em milagres que ressuscitava os mortos e mudava a água em vinho? Serenamente, alargando os braços, o sereno velho exclamou por sobre a rociada verdura do vale:
— Oh romanos, pois acreditais que em Galileia ou Judeia apareçam profetas consumando milagres? Como pode um bárbaro alterar a ordem instituída por Zeus?... Mágicos e feiticeiros são vendilhões, que murmuram palavras ocas, para arrebatar a espórtula dos simples... Sem a permissão dos Imortais nem um galho seco pode tombar da árvore, nem seca folha pode ser sacudida na árvore. Não há profetas, não há milagres... Só Apolo Delfico conhece o segredo das coisas!
Então, devagar, com a cabeça derrubada, como uma tarde de derrota, os soldados recolheram à fortaleza de Cesarea. E grande foi o desespero de Septimus, porque sua filha morria, sem um queixume, olhando o mar de Tiro - e todavia a fama de Jesus, curador dos lânguidos males, crescia, sempre consoladora e fresca, como a margem da tarde que sopra do Hermon e, através dos hortos, reanima e levanta os açucenas pendidas.
Ora entre Enganim e Cesarea, num casebre desgarrado, sumido na prega dum cerro vivia a esse tempo uma viúva, mais desgraçada mulher que todas as mulheres de Israel. O seu filhinho único, todo aleijado, passara do magro peito a que ela o criara para os farrapos da enxerga apodrecida, onde jazera, sete anos passados, mirrando e gemendo. Também a ela a doença a engelhara dentro dos trapos nunca mudados, mais escura e torcida que uma cepa arrancada. E, sobre ambos, espessamente a miséria cresceu como o bolor sobre cacos perdidos num ermo. Até na lâmpada de barro vermelho secara há muito o azeite. Dentro da arca pintada não restava grão ou côdea. No Estio, sem pasto, a cabra morrera. Depois, no quinteiro, secara a figueira. Tão longe do povoado, nunca esmola de pão ou mel entrava o portal. E só ervas apanhadas nas fendas das rochas, cozidas sem sal, nutriam aquelas criaturas de Deus na terra escolhida, onde até às aves maléficas sobrava o sustento.
Um dia um mendigo entrou no casebre, repartiu do seu farnel com a mãe amargurada e um momento sentado na pedra da lareira, coçando as feridas das pernas, contou dessa grande esperança dos tristes, esse Rabi que aparecera na Galileia, que de um pão no mesmo cesto fazia sete, e amava todas as criancinhas, e enxugava todos os prantos, e prometia aos pobres um grande e luminoso reino, de abundância maior que a corte de Salomão. A mulher escutava com olhos famintos. E esse doce Rabi, esperança dos tristes, onde se encontrava? O mendigo suspirou. Ah, esse doce Rabi! quantos o desejavam, que se desesperançavam! A sua fama andava por sobre toda a Judeia como o Sol que até por qualquer velho muro se estende e se goza; mas para enxergar a claridade do seu rosto, só aqueles ditosos que o seu desejo escolhia. Obed, tão rico, mandara os seus servos por toda a Galileia para que procurassem Jesus, o chamassem com promessa a Enganim; Septimus, tão soberano, destacara os seus soldados até à costa do mar, para que buscassem Jesus, o conduzissem, por seu mando, a Cesarea. Errando, esmolando por tantas estradas, ele topara os servos de Obed, depois os legionarios de Septimus. E todos voltavam como derrotados, com as sandálias rotas, sem ter descoberto em que mata ou cidade, em que toca ou palácio, se escondia Jesus.
A tarde caía. O mendigo apanhou o seu bordão, desceu pelo duro trilho, entre a urze e a rocha. A mãe retomou o seu canto, mais vergada, mais abandonada. E então o filhinho, num murmúrio mais débil que o roçar duma asa, pediu à mãe que lhe trouxesse esse Rabi, que amava as criancinhas ainda as mais pobres, sarava os males ainda os mais antigos. A mãe apertou a cabeça esguedelhada:
— Oh filho! e como queres que te deixe, e me meta aos caminhos, à procura do Rabi da Galileia? Obed é rico e tem servos, e debalde buscaram Jesus, por areias e colinas, desde Chorazin até ao país de Moab. Septimus é forte, e tem soldados, e debalde correram por Jesus, desde o Hebron até ao mar. Como queres que te deixe? Jesus anda por muito longe e a nossa dor mora conosco, dentro destas paredes, e dentro delas nos prende. E mesmo que o encontrasse, como convenceria eu o Rabi tão desejado, por quem ricos e fortes suspiram, a que descesse através das cidades até este ermo, para sarar um entrevadinho tão pobre, sobre enxerga tão rota?
A criança, com duas lágrimas na face magrinha, murmurou:
— Oh, mãe, Jesus ama todos os pequeninos. E eu ainda tão pequeno, e com um tão mal pesado, e que tanto queria sarar!
— Oh, meu filho, como te posso deixar? Longe são as estradas da Galileia, e curta a piedade dos homens. Tão rota, tão trôpega, tão triste, até os cães me ladrariam da porta dos casais. Ninguém atenderia o meu recado, e me apontaria a morada do doce Rabi. Oh filho! talvez Jesus morresse... Nem mesmo os ricos e os fortes o encontram. O céu o trouxe, o céu o levou. E com ele para sempre morreu a esperança dos tristes.
De entre os negros trapos, erguendo as suas pobres mãozinhas que tremiam, a criança murmurou:
— Mãe, eu queria ver Jesus...
E logo, abrindo devagar a porta e sorrindo Jesus disse á criança:
— Aqui estou.

CONTRABANDISTA

SIMÕES LOPES NETO


Batia nos noventa anos, o corpo magro mas sempre teso do Jango Jorge, um que foi capitão duma maloca de contrabandistas que fez cancha nos banhados do Ibiroçaí.
Esse gaucho desabotinado levou a existencia inteira a cruzar os campos de fronteira, à luz do sol, no desmaiado de lua, na escuridão das noites, na cerração das madrugadas... Ainda que chovesse reinos acorelhados ou que ventasse como por alma de padre, nunca errou vau, nunca perdeu atalho, nunca desandou cruzada.
Conhecia as querencias pelo faro: aqui era o cheiro do açouta-cavalo florescido, lá o dos trevais, o das guabirobas rasteiras, do capim-limão pelo ouvido: aqui cancha de grachains, lá os pastos que ensurdecem ou estalam no casco do cavalo; adiante, o chape-chape, noutro o areião. Até pelo gosto ele dizia a parada, porque sabia onde estavam aguas salobras e aguas leves, com sabor de barro ou sabendo a limo.
Tinha vindo das guerras do outro tempo: foi um dos que pelearam na batalha de Ituzaingo; foi do esquadrão do general José de Abreu. E sempre que falava no Anjo da Vitoria ainda tirava o chapéu, uma braçada larga, como se cumprimentasse alguem de muito respeito, numa distancia muito longe.
Foi sempre um gaucho quebralhão e despilchado sempre, por ser muito de mãos abertas.
Se numa mesa de primeira ganhava uma ponchada de balas-traçadas, reunida a gurizada da casa, fazia - pi! pi! pi! pi! - como pra galinhas e semeava as moedas, ruindo-se do formigueiro que a miuçalha formava, catando as pratas no terreiro.
Gostava de sentar um laçaço num cachorro, mas desses laçaços de apanhar da paleta à verilha, e puxando a valer, tanto, que o bicho que o tomava, ficando entupido de dor e lambendo-se, depois de disparar um pouco é que gritava num - caim! caim! caim! - de desespero.
Outras vezes dava-lhe para armar uma jantaria e, sobre o fim do festo, quando já estava tudo meio entropigaitado, puxava por uma pinta da toalha e lá vinha, de tirão seco, toda a traquinada dos pratos e copos e garrafas e retos de comidas e caidas de doces!
Depois garganteava a chuspa e largava as onças pras unhas do bolicheiro, que aproveitava o vento e le echaba cuentas de gran capitan...
Era um pagodista!
Aqui ha poucos anos - coitado! - pousei no arranchamento dele. Casado ou doutro jeito estava afamiliado. Não nos viamos desde muito tempo.
A dona da casa era uma mulher mocetona ainda, bem parecida e mui prazenteira: de filhos, uns três matalotes já emplumados e uma mocinha - pro caso, uma moça - que era - Santo-Antoninho-onde-te-porei! - daquela gente toda.
E era mesmo uma formosura: e prendada, mui habilidosa; tinha andado na escola e sabia botar os vestidos esquisitos das cidadãs da vila.
E noiva, casadeira, já era.
E deu o caso, que quando eu pousei, foi justo pelas vesperas do casamento, estavam esperando o noivo e o resto do enxoval dela.
O noivo chegou no outro dia: grande alegria. Começaram os aprontamentos e como me convidaram com gosto, fiquei pro festo.
O Jango Jorge saiu na madrugada seguinte, para ir buscar o tal enxoval da filha.
Aonde, não sei; parecia-me que aquilo devia ser feito em casa, à moda antiga mas, como cada um manda no que é seu...
Fiquei verdeando, à espera, e fui dando um ajutorio na matança dos leitores e no tiramento dos essados com couro.
Nesta terra do Rio Grande sempre se contrabandeou, desde antes da tomada das Missões.
Naqueles tempos o que se fazia era sem malicia, e mais por divertir e acoquinar as guardas do inimigo: uma partida de guascas montava a cavalo, entrava na Banda Oriental e arrebanhava uma ponta grande de eguariços, abanava o poncho e vinha à meia rede; apartava-se a portada e largava-se o resto; os de lá faziam conosco a mesma coisa; depois era com gados, que se tocava a trote e galope, abandonando os assoleados.
Isto se fazia por despique dos espanhóis e eles se pagavam desquitando-se do mesmo jeito.
Só se cuidava de negacear as guardas do Cerro Largo, em Santa Tecla, do Haedo. O mais era varzea!
Depois veio a guerra das Missões; o governo começou a dar sesmarias e uns quantíssimos pesados foram-se arranchando por essas campanhas desertas. E cada um tinha que ser um rei pequeno... e aguentar-se com as balas, as lunares e os chifarotes que tinha em casa!
Foi o tempo do manda quem pode! E foi o tempo que o gaucho, o seu cavalo e o seu facão sozinhos, conquistaram e defenderam estes pagos!
Quem governava aqui o continente era um chefe que se chamava o capitão-general; ele dava as semarias mas não garantia o pelego dos sesmeiros...
Vancê tome tenencia e vá vendo como as coisas, por si mesmas, se explicam.
Naquela era, a polvora era do el-rei nosso senhor e só por sua licença é que algum particular graudo poderia ter em casa um polvarim...
Tambem só na vila de Porto Alegre é que havia baralhos de jogar, que eram feitos só na fabrica do rei nosso senhor, e havia fiscal, sim senhor, das cartas de jogar e ninguem podia comprar senão dessas!
Por esses tempos antigos tambem o tal rei nosso senhor mandou botar pra fora os ourives da vila do Rio Grande e acabar com os lavrantes e prendistas dos outros lugares desta terra, só pra dar fluxo aos reinóis...
Agora imagine vancê se a gente lá de dentro podia andar com tantas etiquetas e pedindo louvado, pra se defender, pra se divertir e pra luxar!... O tal rei nosso senhor não se enxergava, mesmo!
E logo com quem! Com a gauchada!
Vai então, os estancieiros iam em pessoa ou mandavam ao outro lado, nos espanhóis, buscar polvora e balas, pras pederneiras, cartas de jogo e prendas de ouro pras mulheres e preparos de prata pros arreios... e ninguem pagava dizimos dessas coisas.
As vezes, lá voava pelos ares um cargueiro, com cangalhas e tudo, numa explosão da polvora; doutras, uma partida de milicianos saía de atravessado e tomava conta de tudo, a couce d'arma; isto foi ensinando a escaramuçar com os golas de couro.
Nesse serviço foram-se aficionando alguns gauchos: recebiam as encomendas e pra aproveitar a monção e não ir com os cargueiros debalde, levavam baeta, que vinha do reino e fumo em corda, que vinha da Baía, e algum porrão de canha. E faziam trocas, de elas por elas, quase.
Os paisanos das duas terras brigavam, mas os mercadores sempre se entendiam.
Isto veio mais ou menos assim até à guerra dos Farrapos; depois vieram as californias do Chico Pedro; depois a guerra do Rosas.
Aí inundou-se a fronteira da provincia de espanhóis e gringos emigrados.
A coisa então mudou de figura. A estrangeirada era mitrada, na regra, e foi quem ensinou a gente de cá a mergulhar e ficar de cabeça enxuta... Entrou nos homens e sedução de ganhar barato; basta ser campeiro e destorcido. Depois, andava-se empandilhado, bem armado; podia-se às vezes dar um vareio nos milicos, ajustar contas com algum devedor de desaforos, aporrear algum subdelegado abelhudo...
Não se lidava com papéis nem contas de coisas; era só levantar os volumes, encangalhar, tocar e entregar!
Quanta gauchagem leviana aparecia, encostava-se.
Rompeu a guerra do Paraguai.
O dinheiro do Brasil ficou muito caro; uma onça de ouro. Que corria por trinta e dois, chegou a valer quarenta e seis mil réis! Imagine o que a estrangeirada bolou nas contas!
Começou-se a cargueirar de um tudo; panos aguas de cheiro, armas, miniganchas, remedios, o diabo a quatro!... Era só pedir por boca!
Apareceram tambem os mascates de campanha com baús escangalhados e canastras, que passavam pra lá vazios e voltavam cheios, desovar aqui...
Policia pouca, fronteira aberta, direitos de levar couro e cabelo e nas coletorias umas papeladas cheias de benzeduras e rabioscas...
Ora!... ora!... Passar bem, paisano!... A semente grelou e está a arvore ramalhuda, que vencê sabe, do contrabando de hoje.
O Jango Jorge foi maioral nesses estrupicios. Desde moço, até à hora da morte, eu vi.
Como disse, na madrugada, vespera do casamento, o Jango Jorge saiu par ir buscar o enxoval da filha.
Passou o dia; passou a noite.
No outro dia, que era o do casamento, até de tarde, nada.
Havia na casa uma gentama convidada; da vila, vizinhos, os padrinhos, autoridades, moçada. Havia de se dançar três dias!... Corria o amargo e cozinhos de licor de butiá.
Toncavam cordeonas no fogão, violas na ramada, uma caixa de musica na sala.
Quase ao entrar do sol a mesa estava posta, vergando ao peso dos pratos enfeitados.
A dona da casa, por certo traquejada nessas bolandinas do marido, estava sossegada , ao menos ao parecer.
Às vezes mandava um dos filhos ver se o pai aparecia na volta da estrada, encoberta por uma restinga fechada de arvoredo.
Surgiu dum quatro o noivo, todo no trinque, de colarinho duro e casaco de rabo. Houve caçoadas, diterios, elogios.
Só faltava a noiva; mas essa não podia aparecer, por falta do seu vestido branco, dos seus sapatos brancos, do seu véu branco, das suas flores de laranjeira, que o país fora buscar e ainda não trouxera.
As moças riam-se; as senhoras velhas cochichavam.
Entardeceu.
Nisto correu voz que a noiva estava chorando; fizemos uma algazarra e ela - tão boazinha! - veio à porta do quarto, bem penteada, ainda num vestidinho de chita de andar em casa, e pôs-se a rir pra nós, pra mostrar que estava contente.
A rir, sim, rindo na boca, mas tambem a chorar lagrimas grandes, que relevam devagar dos olhos pestanudos...
E rindo e chorando estava sem sabem por que... sem saber por que, rindo e chorando, quando alguem gritou do terreiro:
- Aí vem o Jango Jorge, com mais gente!
Foi um vozeiro geral a moça porem ficou, como estava, no quadro da porta, rindo e chorando cada vez menos sem saber por que... pois o pai estava chegando e o seu vestido branco, o seu véu, as suas flores de noiva...
Era já lusco-fusco. Pegaram a acender as luzes.
E nesse mesmo tempo parava no terreiro a comitiva; mas num silencio, tudo.
E o mesmo silencio foi fechando todas as bocas e abrindo todos os olhos.
Então vimos os da comitiva descerem de um cavalo o corpo entregue de um homem, ainda de pala enfiado...
Ninguem perguntou nada, ninguem informou de nada; todos entenderam tudo... que a festa estava acabada e a tristeza começada...
Levou-se o corpo pra sala da mesa, para o sofá enfeitado, que ia ser o trono dos noivos. Então um dos chegados disse:
— A guarda nos deu em cima... tomou os cargueiros... E mataram o capitão, porque ele avançou sozinho pra mula ponteira e suspendeu um pacote que vinha solto... e ainda o amarrou no corpo... Aí foi que o crivaram de balas... parado... Os ordinarios! Tivemos que brigar, pra tomar o corpo!
A sia dona mãe da noiva levantou o balandrau de Jango Jorge e desamarrou o embrulho, e abriu-o.
Era o vestido branco da filha, os sapatos brancos, o seu véu branco, as flores de laranjeiras ...
Tudo numa plastada de sangue... tudo manchado de vermelho, toda a alvura daquelas coisas bonitas como que bordada de colorado, num padrão esquisito, de feitios estrambolicos... com flores de cardo solferim esmagadas a casco de bagual!
Então rompeu o choro na casa toda.




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João Simões Lopes - É gaucho da cidade de Pelotas, tendo nascido em 1865 e falecido em 1916. A exceção dos poucos anos em que estudou medicina no Rio de Janeiro, jamais saiu do Rio Grande do Sul, tendo dedicado toda a sua atividade intelectual ao estudo da gente de sua terra natal, à recolha de seu populario, à recriação literario de sua lendas e à fixação de seus tipos, paisagens e almas. Foi, pois, um escritor regional. Ainda não está situado no lugar que merece, nas nossas letras, como grande escritor que é, em virtude da pouca publicidade dada até agora às suas obras. Mas tal há de ser considerado quando for mais conhecido, porque assim o exigem o valor poetico das "Lendas do Sul", por ele recolhidas e recriadas, e a verdade humana de algumas figuras de seus "Contos Gauchescos", dentre as quais se destaca esta do "Contrabandista".

MONTEIRO LOBATO


MONTEIRO LOBATO



"Um país se faz com homens e livros"

Monteiro Lobato


José Bento Monteiro Lobato nasceu a 18 de abril de 1882 —mas jurava de pé junto ter nascido em 1884— na cidade de Taubaté.

Filho do fazendeiro José Bento Marcondes Lobato e de dona Olímpia Augusta Monteiro Lobato, ele foi, além de inventor e maior escritor da literatura infanto-juvenil brasileira, um dos personagens mais interessantes da história recente desse país.

Cético, tinha como um de seus ditos preferidos o de "não acreditar em nada por achar tudo muito duvidoso". Porém, contrariando sua frase predileta, acreditou em muitas coisas durante sua vida e uma delas foi a indústria brasileira do livro, fundando, em 1918, a "Monteiro Lobato e Cia", a primeira editora brasileira.
Antes de Lobato todos os livros eram impressos em Portugal; com ele inicia-se o movimento editorial brasileiro.

Em 1917, Lobato publicou o contundente artigo "Paranóia ou Mistificação?'', no qual criticou uma exposição de Anita Malfatti e a influência dos "futurismos'' nas obras da artista. Para ele, cada arte, como as ciências, tem suas leis (proporção, simetria etc.), e Malfatti era excelente artista quando as cumpria, tinha um "talento vigoroso, fora do comum", porém, o escritor não gostava quando a artista se deixava seduzir pelas vanguardas européias, assumindo, segundo ele, "uma atitude estética forçada no sentido das extravagâncias de Picasso & Cia.".

Em 1926, ao comentar, no Diário da Noite, o lançamento de um livro de Oswald de Andrade, escreveu: "apareceu em São Paulo como o fruto da displicência dum rapaz rico (...): Oswaldo de Andrade''.

Em seguida a este artigo, Mário de Andrade publicou um artigo no jornal "A Manhã" no qual decretou a morte de Monteiro Lobato, porém, na década de 30, Lobato, Mário e Oswald fizeram as pazes e ele chegou a defender Mário em carta enviada a Flávio Campos na qual afirmava que "Mário, pelo seu talento no analismo criticista, tem direito a tudo, até de meter o pau em você e em mim''.

Jeca Tatu em charge feita por Belmonte
Nos anos seguintes, Lobato publicou seus primeiros livros: "Urupês", "Cidades Mortas" e "Negrinha". Segundo Marisa Lajolo, Lobato nestes livros traz o melhor de sua literatura, principalmente em "Urupês'' e "Negrinha'', nos quais, segundo ela, "comparecem os diferentes brasis que até hoje, sob diferentes formas, assombram as esquinas da nossa história. Os contos contam do trabalho do menor, do parasitismo da burocracia, da violência contra negros, imigrantes e mulheres, da empáfia dos que mandam, do crescimento desordenado das cidades, da degradação progressiva da vida interiorana; enfim, os contos contam do preço alto do surto de modernidade autofágica que desemboca na crise de 30."
Os dois livros mostram a "aguda sintonia de Lobato com um tempo que reclamava novas linguagens" e marcam a vigorosa entrada no mundo literário brasileiro de um grande escritor que, segundo ele mesmo disse, "talento não pede passagem, impõe-se ao mundo".

Logo depois ao glorioso início da carreira literária, Lobato viajou para os Estados Unidos, voltando somente em 1931. Lá enfrentou sérios problemas. Seu livro "O Presidente Negro e o Choque de Raças" —uma história que narra a vitória de um candidato negro à Presidência dos EUA— não foi muito aceito e acabou por custar-lhe grandes desgostos, mas aqui, sempre foi um ardoroso defensor daquele país, chegando a afirmar, em carta enviada a Érico Veríssimo, que considerava os "Estados Unidos como uma dessas famosas composições musicais que são impostas a todos os grandes executantes a fim de tirar a prova dos noves fora do seu valor real, a rapsódia húngara de Lizt (sic), certas fugas de Bach".

Nessa mesma carta, ao comentar o novo livro de Érico, Lobato afirmou: "Escrever bem é mijar. É deixar que o pensamento flua com o à vontade da mijada feliz."

Quando regressou ao Brasil, em 31, Lobato chegou com mais uma crença: acreditava piamente nas riquezas naturais do país e na sua capacidade de produzir petróleo.


Charge feita por Belmonte, na qual Lobato faz uma "Campanha" pelo petróleo no Brasil

Sofreu por isso. Foi um dos maiores defensores de uma política que entregasse à iniciativa privada a extração do petróleo em solo brasileiro. Chegou a remeter uma carta ao presidente Getúlio Vargas na qual denunciava o interesse estrangeiro em negar a existência do "ouro negro" no Brasil e acabou detido no presídio Tiradentes de onde ele enviaria a seus amigos em todo o país cópias da carta que Getúlio considerara "ofensiva".

Monteiro Lobato seria preso novamente pelo mesmo motivo em 1941. Esta luta pelo petróleo acabaria por deixá-lo pobre, doente e desgostoso.

Foi também um dos mais fervorosos adeptos do "georgismo" (jornalista e economista norte-americano Henry George que propôs o imposto único sobre o valor da terra, conforme teoria exposta em seu livro "Progress and Poverty", publicado em 1879). No ano de 1948 publicou pela editora Brasiliense um folheto intitulado "O Imposto Único", no qual Lobato sintetizava a "maravilhosa solução" proposta pelo teórico norte-americano.

Grande parte da literatura de Monteiro Lobato sempre foi direcionada aos leitores pequeninos. Produziu durante toda sua carreira literária 26 títulos destinados ao público infantil. É um dos mais importantes escritores da literatura infanto-juvenil da América Latina e também do mundo.
Sua obra completa foi , em 1946, publicada pela Editora Brasiliense. Esta edição foi preparada e reformulada pelo próprio Monteiro Lobato, o qual, inclusive, reviu diversos de seus livros infantis.

Sua genialidade foi sempre à frente de seu tempo, pois se Laura Esquivel é atualmente famosa pelo seu "Como Água para Chocolate", onde faz da culinária um arte revolucionária dentro da sua literatura, Lobato, por sua vez, e muito antes de Esquivel, tem uma passagem genial na qual inventa livros comestíveis para serem devorados pelos leitores e uma outra onde Narizinho e Pedrinho perdem-se na floresta e, para não morrerem de fome, cortam uma palmeira e comem palmito com mel. Prato moderníssimo.

Também foi um defensor do cinema, de Walt Disney e da frenética velocidade da vida e da cultura norte-americana. Segundo ele "a velocidade no transporte do pensamento" dessa cultura e seus "maravilhosos espetáculos da arte muda" são "uma lição de moral que, se fora aceita, tiraria ao Rio o seu aspecto de açougue do crime passional. O cinema americano ensina o perdão..."

Progressista inveterado, Lobato escreveu certa vez a respeito daqueles que são contrários às coisas novas a seguinte frase: "O grande erro dessa casta de homens é confundir corrupção com evolução. Condenam as formas novas de vida, que se vão determinando em conseqüência do natural progresso humano, em nome das formas revelhas. Logicamente, para eles, o homem é a corrupção do macaco; o automóvel é a corrupção do carro de boi; o telefone é a corrupção do moço de recados".

Monteiro Lobato morreu, vitimado por um derrame, às 4 horas da madrugada do dia 4 de julho de 1948, deixando um legado de personagens que ficarão para sempre impregnados nas retinas de todos aqueles que tiveram e que terão contato com as histórias do Jeca Tatu, do Saci, da Cuca, da boneca Emília, do Visconde de Sabugosa, da Narizinho, do Pedrinho, da Tia Nastácia, da Dona Benta, entre outros tantos que habitam as obras deste que foi conhecido como "O Furacão da Botocúndia